11 de Setembro de 2008

Fim

Com o término do ano lectivo, e já passadas as férias de Verão, este blogue vai agora encerrar as suas actividades.
Não serão postados mais artigos (pelo menos enquanto ninguém mudar de ideias), mas o blogue ficará disponível para que as pessoas o possam continuar a visitar.

No momento da escrita deste post, tivemos 7882 visitas ao blogue. Quando decidimos começar este projecto, a nossa meta era as 1000 visitas, se tudo corresse bem as 2000. Por isso, pode-se dizer que este foi um projecto que resultou a 100%, pois teve um considerável nível de sucesso na nossa escola, foi visitado por pessoas que não nos conheciam de lado nenhum (o que significa que conseguimos levar o blogue para "fora" da nossa escola), e inspirou outros grupos da escola a também fazerem um projecto destes.

Com isto dito, o grupo "Projecto Diabetes" agradece a todos os que nos ajudaram a tornar este projecto numa coisa útil, para que qualquer pessoa que queira conhecer melhor esta doença possa fazê-lo aqui.

Assim termina - por agora, ou para sempre - o Projecto Diabetes.

2 de Junho de 2008

Entrevistas às funcionárias da nossa escola

Vamos publicar duas entrevistas que fizemos no decorrer do primeiro período, a funcionárias do bar dos alunos e dos professores, com vista a tomarmos conhecimento dos hábitos alimentares da nossa escola.

Entrevista à funcionária Otília Pires, do bar:

Projecto Diabetes- Quais os produtos mais vendidos?
Otília Pires-Latas, salgados e bolas de Berlim.
PD- Está consciente do risco que o consumo excessivo de alguns desses produtos representa para a saúde dos alunos?
OP- Sim. Mas apesar dos alertas dos funcinários os alunos continuam, logo de manhã cedo, a beber refrigerantes e a comer tartes e salames.
PD- Que medidas considera importante implementar para combater este fenómeno?
OP- A coca-cola e as pizzas foram retiradas, sugiro retirar as restantes bebidas gaseificadas e só colocá-las à disposição à hora de almoço. Reduzir os chocolates.
PD- Tem notado alguma tendência para o aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras em relação ao ano transacto?
OP- Manteve-se.
PD- Quais os produtos mais saudáveis que tem em stock? Têm uma elevada taxa de venda?
OP- Nectáres, leite, pães, tostas, frutas. Vendem menos que os prejudiciais.
PD- Acha que deveriam ser adicionados novos produtos ao bar?
OP- Sim.

Entrevista à funcionária Pilar, do bar dos professores:
Projecto Diabetes- Quais os produtos mais vendidos?
Pilar- Tem dias... Vende-se mais sandes e pastéis de nata.
PD- Está consciente do risco que o consumo excessivo de alguns desses produtos representa para a saúde dos alunos?
P- Sim.
PD- Que medidas considera importante implementar para combater este fenómeno?
P- Retirar a máquina de chocolates.
PD- Tem notado alguma tendência para o aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras em relação ao ano transacto?
P- Não, até têm reduzido.
PD- Quais os produtos mais saudáveis que tem em stock? Têm uma elevada taxa de venda?
P- Sumos light, água, leite e iogurtes. Têm uma boa taxa de venda sobretudo os iogurtes.
PD- Acha que deveriam ser adicionados novos produtos ao bar?
P- Acho que deviam ser adicionadas sopas, mas o Ministério não permite.

Infecções associadas à diabetes

Os diabéticos são mais susceptíveis a infecções da boca e das gengivas, urinárias, dos pés e de cicatrizes resultantes de cirurgias caso os níveis de açúcar no sangue não estejam bem controlados. Isto deve-se ao facto de o excesso de açúcar no sangue tornar os mecanismos de defesa mais frágeis e ser um óptimo alimento para as bactéria, vírus e fungos.
No entanto, estes perigos podem ser prevenidos se o diabético controlar bem a glicemia e a tensão arterial, bem como ter uma vida com bons hábitos alimentares, exercício físico e se tiver cuidado com a higiene e vigilância dos seus pés, para além de não fumar.

27 de Maio de 2008

Neuropatia

Na diabetes, as lesões dos nervos são provocadas pela hiperglicemia (directa ou indirectamente) o que provoca alterações graves nos vários pequenos vasos que os irrigam. Existe uma grande relação entre o aparecimento da neuropatia e uma deficiente compensação da diabetes.

As lesões dos nervos são responsáveis por certas manifestações, como formigueiros nas extremidades dos membros, diminuição ou ausência de sensibilidade nas extremidades do corpo, dores espontâneas e constantes nestas, atrofia de alguns músculos, perda do controlo da bexiga, perturbações do ritmo cardíaco, alterações gastrointestinais, disfunção sexual e perturbações a nível locomotor.

Diversas vezes ocorre uma completa perda de sensibilidade nos pés, pelo que o diabético não sente objectos que se introduzam no interior dos sapatos e que podem causar feridas. A neuropatia também pode atingir o sistema digestivo, levando a perturbações no seu funcionamento, como por exemplo atrasos no trânsito alimentar, obstipação e diarreia.


Notícia no "Diário de Notícias" - edição 14 de Maio de 2008

Para uma melhor visualização da notícia clique em cima das imagens.




23 de Maio de 2008

Nefropatia

Nas pessoas diabéticas, quando os pequenos vasos dos rins são fortemente lesados surge a nefropatia, sendo a evolução desta lenta e silenciosa. O sinal mais precoce é a perda de proteínas na urina (acima dos valores normais). Se a nefropatia continuar a evoluir ocorre a acumulação de produtos antes eliminados (ureia, criatinina), manifestações de fadiga, cansaço e perda de apetite, bem como um encaminhamento para a insufuciência renal. Em estados mais avançados, ambos os rins podem parar de funcionar, sendo necessário o recurso à diálise, ou mesmo um transplante renal.
A nefropatia diabética determina-se através de uma análise feita à urina. Esta é obrigatória em todos os diabéticos adultos e em qualquer criança ou jovem com mais de cinco anos de diabetes e deve ser realizada pelo menos uma vez por ano.


13 de Maio de 2008

Unidos pela diabetes

Complicações da Diabetes

À medida que os anos vão passando, as pessoas com diabetes podem vir a desenvolver diversas complicações em vários órgãos, verificando-se que cerca de 40% dessas pessoas vêm a ter complicações tardias graves da sua doença. Estas complicações evoluem silenciosamente e, muitas vezes, já se encontram instaladas há algum tempo quando são detectadas.

As complicações tardias são provocadas fundamentalmente por lesões nos vasos sanguíneos. No caso da doença macrovascular, as alterações ocorrem a nível dos grandes e médios vasos, afectando o cérebro, o coração e os pés. Já a doença microvascular (lesões nos pequenos vasos), caracteriza-se por alterações no fundo do olho (retina), rins e nervos periféricos.

As lesões que afectam os grandes e os médios vasos (macrogangiopatia) evoluem de forma lenta e silenciosa, levando à redução do calibre desses mesmos vasos (aterosclerose). A principal causa desta situação é o depósito de lípidos nas paredes dos vasos, depósitos estes que crescem, formando placas e reduzindo o calibre destes vasos, tornando, deste modo, difícil a passagem do sangue com oxigénio e nutrientes (o que compromete a alimentação dos tecidos). Isto pode dar origem a uma isquémia do miocárdio (angina de peito), podendo mesmo, em casos extremos, culminar num enfarte do miocárdio. Nos pés pode originar diversos tipos de lesões e gangrena e no cérebro os acidentes vasculares cerebrais (trombose).

A doença que atinge os pequenos vasos (microangiopatia) é específica da diabetes. Esta doença caracteriza-se pelo espessamento de algumas estruturas das paredes dos pequenos vasos, com redução do calibre, alterações da consistência, elasticidade e permeabilidade, sendo os níveis elevados de glucose uma das suas principais causas.

De um modo geral, as complicações tardias associadas à diabetes podem ser divididas em:


  • Complicações microvasculares: retinopatia (já anteriormente abordada), nefropatia e neuropatia
  • Complicações macrovasculares: macroangiopatia (doença coronária, cerebral e dos membros inferiores) e hipertensão arterial
  • Complicações neuro, macro e microvasculares: pé diabético (também já abordado anteriormente)

Outras complicações tardias a destacar são a disfunção sexual e infecções.

A maioria destas complicações já foi explorada ou será abordada nas próximas publicações.

7 de Maio de 2008

Alguns conselhos

Tire partido destes dias mais quentes e longos e aproveite para melhorar o seu estilo de vida:


- ande a pé todos os dias durante pelo menos 30 minutos

- adopte hábitos alimentares mais saudáveis:

  • coma diariamente frutos e legumes
  • reduza o consumo de alimentos ricos em gordura
  • adopte uma culinária “mais leve” e saudável
  • aumente o consumo de saladas
  • coma peixe mais frequentemente
  • faça 6 refeições por dia, coma moderadamente a cada uma delas


A sua saúde e bem estar serão os principais beneficiários.


Conselhos retirados do site da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

4 de Maio de 2008

A Criança com Diabetes na Escola

O regresso às aulas marca o fim do verão e traz de volta a azáfama das compras de material escolar e obriga a uma verdadeira reorganização familiar de modo a conciliar horários de escola, ocupação de tempos livres e trabalho dos pais. Para quem tem a seu cuidado uma criança com diabetes, esta azáfama é, sem dúvida, redobrada. Torna-se agora também necessário integrar a Diabetes na rotina quotidiana da escola. Os pais destas crianças sabem que, para um bom controlo, a diabetes exige vigilância e cuidados 24 horas por dia, das quais 5 a 7 horas irão ser passadas em actividades escolares, longe dos pais.


O PROFESSOR DEVE ESTAR DEVIDAMENTE INFORMADO, DE MODO A EVITAR ATITUDES QUE POSSAM PÔR EM CAUSA:

  • A segurança da criança com diabetes

  • A relação de confiança aluno - professor

  • A tranquilidade das outras crianças e o normal funcionamento das rotinas escolares


COMO GARANTIR NA ESCOLA OS CUIDADOS E VIGILÂNCIA DA CRIANÇA COM DIABETES?

O Programa Nacional de Saúde Escolar define como uma das suas áreas de intervenção, a inclusão escolar das crianças com Necessidades de Saúde Especiais e prevê o seu acompanhamento por Equipas de Saúde Escolar com orientações técnicas da Direcção-Geral da Saúde. Estas orientações gerais não dispensam um planeamento envolvendo os profissionais responsáveis pelo tratamento da criança (médico, enfermeiro, nutricionista/dietista, psicólogo) os pais e os professores. Na ausência de estruturas específicas de ligação entre a equipa responsável pelo tratamento da diabetes e a Escola, os pais são chamados a desempenhar o papel de “intermediários”, podendo em alguns casos ser solicitada a deslocação à Escola de elementos da equipa de Diabetes. A garantia de cuidados à criança diabética na Escola é indispensável a curto prazo, para a sua segurança e, a longo prazo, para alcançar todo o potencial académico e uma plena qualidade de vida.


Para colaborar no tratamento de uma criança com diabetes, é fundamental compreender os efeitos da actividade física, da alimentação e da insulina nos níveis de açúcar no sangue, e ter presentes algumas noções sobre a natureza da diabetes. Na linha do desejável intercâmbio equipa de saúde/Escola, é indispensável que seja fornecida ao professor informação escrita contendo normas precisas e detalhadas de actuação e contactos. Alguns aspectos relacionados com a rotina diária da criança com Diabetes na Escola merecem uma abordagem mais detalhada, nomeadamente a determinação de glicemias e injecção de insulina, o reconhecimento e actuação no caso de hipoglicémia, as refeições na Escola, o exercício físico, as actividades fora da Escola, os exames e as eventuais repercussões psicológicas da diabetes no ambiente escolar.